ECOTV

Olhos verdes em você

Laguna contra a Fosfateira


Autor: Fernando De Carvalho




Quarta(01) membros do movimento contrario a instalação da IFC- Fosfateira em Anitápolis, estivem reunidos em Laguna com o Prefeito Municipal e sua assessoria jurídica, para definir a adesão a Ação, impetrada pela ONG Montanha Viva, junto ao Ministério Público Federal que suspende a LAP- Licença Ambiental Previa, que havia sido concedida pela FATMA para o empreendimento.
Com esta importante adesão, reforça-se as chances de vitória da Ação, que suspenderá definitivamente o "Projeto Anitápolis". Já aderiram a Ação, os municípios de Rancho Queimado, Braço do Norte, Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima. Ainda são esperadas, novas adesões por parte das prefeituras da Amurel e região Sul, demostrando o grau de preocupação da região com os perigos ambientais e de saúde, caso a Fosfateira, viesse a ser implantada.

Assista Aqui a cobertura na integra do encontro em Laguna

Parte 1 


Parte 2

Veja AQUI a notícia veiculada na UnisulTV Câmara Aberta 1ª edição com imagens da ECOTV

Magrelas, gratuitas e eficientes



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Felipe Lobo   
26/06/2009, 15:56

Bicicletas são oferecidas em pontos de maior circulação dentro do campus. (Foto: Isabela Lyrio / UnB Agência)

Para atravessar a pé de um extremo ao outro do campus do Plano Piloto na Universidade de Brasília (UnB) são necessários de trinta a quarenta minutos. Um tempo considerável para quem precisa se locomover pelos vários prédios da instituição de ensino no intervalo entre as aulas, na maioria das vezes com tempo escasso.

Com isto em mente, um grupo de estudantes e amigos decidiu criar o projeto Bicicleta Livre, que desde a última segunda (22) disponibiliza bicicletas para locomoção gratuita dentro do campus. A ideia é mostrar que as magrelas podem servir como um meio de transporte para as ruas da capital federal.

O projeto começou no segundo semestre de 2007, quando um aluno de Saúde e Qualidade de Vida da faculdade de Educação Física da propôs a ideia como trabalho final. Logo depois, o atual coordenador do projeto, Yuriê Baptista, ajudou a colocar a iniciativa em prática. Desde então, a empreitada começou a ganhar corpo, e cada vez mais adeptos. Primeiro com a formação de um curso de extensão e, depois, com a incorporação pelo Plano de Circulação capitaneado por professores da universidade.

“O plano tinha a intenção de colocar uma ciclovia dentro do campus. Ainda não houve a licitação para isso, mas deve ocorrer em breve. De toda forma, os professores já haviam pensado em disponibilizar bicicletas públicas. Mostramos nosso projeto e eles o abraçaram”, explica Yuriê, estudante de Geografia. Durante os últimos quase dois anos, o grupo hoje formado por cerca de vinte pessoas teve reuniões frequentes com a reitoria da universidade e começou a buscar bikes usadas para montar a frota.

O rumo do projeto começou a mudar a partir do final de 2008, quando começaram as conversas com a entidade sem fins lucrativos Rodas da Paz. A cada ano, ela realiza um evento chamado TransTrenó, cujo objetivo é arrecadar bicicletas, consertá-las e doá-las. Ao todo, o Bicicleta Livre recebeu sessenta magrelas bastante antigas ou mal cuidadas de tamanho adulto e outras setenta pequenas. Estas últimas serão entregues a comunidades carentes, depois de revitalizadas.

Mutirões para reforma

Mão na massa: alunos e colaboradores reformam bicicletas no fim de semana. (Foto: Divulgação)

Durante o primeiro semestre deste ano, sempre aos sábados, a equipe do projeto se reuniu em uma sala do departamento de Educação Física da UnB para desmontar, lixar, pintar e remontar as bicicletas. Qualquer um disposto a entrar na oficina e colocar as mãos na massa foi aceito pelo grupo.

O resultado deste esforço foram dezoito bicicletas em perfeitas condições de uso, bem pintadas de amarelo. Há menos de uma semana elas foram colocadas no campus do Plano Piloto, em Brasília, dispostas em três estacionamentos construídos especialmente para o projeto nos pontos mais movimentados.

“Esses são apenas os locais prioritários de devolução, para facilitar o controle e a manutenção. As pessoas podem pegar a bicicleta em qualquer ponto, usar e depois deixar para que outro a assuma. O que pedimos é para que elas sejam utilizadas o mínimo de tempo possível. Assim, há maior rotatividade”, explica Baptista.

Mas o projeto não para aí. As oficinas aos sábados continuam, já que as outras bicicletas recolhidas estão em péssimo estado e precisam de muitas peças novas para ser reaproveitadas. Comprar magrelas recém-saídas da fábrica não passa pela cabeça da equipe, como explica Janayde Gonçalves, jornalista e voluntária no projeto.  “Não queremos porque a proposta é ecológica, mostrar que é possível reciclar e reutilizar. Eu, quando cheguei, não sabia nada de mecânica. Hoje consigo consertar uma bicicleta. Basta ter disposição”, avalia.

Janayde diz que Brasília é uma cidade plana e proporciona o uso de veículos não motorizados. Yuriê concorda e complementa com a meta do projeto: ter cerca de cem bicicletas rodando no campus da UnB até o fim do ano. Apesar de não possuir um estudo sobre o corte nas emissões de gases estufa, a equipe acredita que poderá ter um reflexo positivo no micro-clima local, já que o objetivo maior é levar as magrelas para as ruas da capital brasileira.

Malha cicloviária

Para que a meta seja alcançada e cada vez mais pessoas saiam de suas casas pedalando, é preciso que a estrutura de ciclovias da região, hoje com cerca de 40 quilômetros de faixas, seja refeita e ampliada. E há esforços neste sentido. Em 2005, o Departamento de Estado de Rodagens do Distrito Federal (DER/DF) desenvolveu projetos em algumas das vinte e oito regiões administrativas do centro do poder nacional. Uma empresa de Brasília foi chamada para elaborá-los com a ajuda de Antônio Miranda, presidente da União dos Ciclistas do Brasil (UCB).   

“Acabamos fazendo um plano global para o Distrito Federal e estimamos o volume de circulação de bicicletas por lá. Além disso, traçamos um perfil da demanda e das necessidades de cada lugar a partir de manuais de montagem de ciclovias”, afirma.  Três anos depois, houve licitações para contratar a instalação de 360 quilômetros de novas ciclovias em todo o Distrito Federal. Três empresas venceram e Miranda foi novamente convocado a ajudar. 

“Quando iniciamos a formulação dos projetos contratados pela NovaCap - Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, detectamos demandas em algumas cidades-satélite. Por isso, o número subiu para 440 quilômetros”, conta. O raio-x das necessidades foi completo, com análises de drenagem, pavimentação, paisagismo e levantamento topográfico. Ao mesmo tempo em que o trabalho corria, o DER/DF licitou a construção de outros 80 quilômetros de ciclovias em margens de rodovias. Junto com as “ciclofaixas” previstas para acostamentos no bairro Lago Sul, chega-se a de 600 quilômetros de vias destinadas exclusivamente às bicicletas.

Por enquanto nenhum resultado concreto foi registrado, mas algumas obras estão andando. “O objetivo é que, em março ou abril de 2010, já tenham sido construídos 200 quilômetros de ciclovias”, espera  Miranda. Ele afirma, porém, que no curto prazo nenhuma cidade do Distrito federal deve superar o Rio de Janeiro e seus 150 quilômetros de ciclovias.

Quando as obras estiverem concluídas, no entanto, a população deverá ter bicicletas para usá-las. De acordo com Ronaldo Alves, presidente da Rodas da Paz, houve um esforço para aumentar o número de veículos com duas rodas nas cidades brasileiras. A empresa pernambucana Interset criou um projeto, no início do ano, para que o governo subsidiasse a venda de bikes no país. “A ideia era reduzir os impostos associados em tipos de bicicletas mais populares”, diz.

Caso tudo corresse conforme o planejado, desde o último mês de março as pessoas poderiam pagar dez reais de entrada e receber um modelo zero dentro de casa em quinze dias. Depois, haveria mais trinta meses para pagar o restante, sempre no mesmo valor da primeira parcela. Fontes do governo federal consultadas por O Eco desconhecem a iniciativa.

Com ou sem ciclovias, o Código Nacional de Trânsito informa que todas as vias públicas devem ser compartilhadas e que os automóveis devem manter distância de um metro e meio para o meio-fio, justamente para dar passagem às bicicletas. Quem se arrisca?

Atalhos:
Projeto Bicicleta Livre

Rodas da Paz

Saiba mais:
Pedestres agradecem planejamento urbano
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Bicicleta como alternativa de transporte
Proposta boa, preço salgado
A poluição das bicicletas
Pedaladas em debate

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Desertificaçion ameaça mas de 1 bilhon de pessoas, diz ONU

Alerta foi feito nesta quarta-feira para marcar o Dia Mundial de Combate à Desertificação; em mensagem Secretário-Geral diz que número de migrantes ambientais pode chegar a 200 milhões em 2050.

Combate à desertificação

Combate à desertificação

Carlos Araújo & Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas afirmaram que a desertificação ameaça a vida de mais de 1 bilhão de pessoas em pelo menos 100 países.

O alerta foi feito pelo Fundo da ONU para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad, nesta quarta-feira, para marcar o Dia Mundial de Combate à Desertificação.

Alimento

Leia o boletim de Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

"Numa mensagem, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon disse que o número de migrantes ambientais, pessoas que têm que fugir de suas casas por severas condições climáticas, pode chegar a 200 milhões em 2050.

Segundo Ban, atualmente 24 milhões de pessoas já vivem nestas condições. Ele lembrou que, nas últimas quatro décadas, um terço das terras para cultivo foram abandonadas após ser tornarem improdutivas.
De acordo com o Ifad, conflitos sobre posse da terra e água são um dos perigos do problema.

Sob o tema, "A Conservação da Terra e da Água: Assegurar o Nosso Futuro Comum", a ONU ressalta as ameaças da degradação de solos aráveis que priva as pessoas de direitos básicos como o acesso ao alimento e à água.

A Convenção da ONU para o Combate à Desertificação, Unccd, revela que mais de 250 milhões de pessoas já estão diretamente afetadas pela seca e degradação de terras de cultivo.

Agências

Neste 17 de junho, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma publicou vários exemplos de combate à desertificação.

Uma das iniciativas é a criação de reservas naturais e mercados comunitários além de projetos de irrigação no Senegal, no Quênia e no Zimbábue.

Os programas são financiados com a ajuda do Pnuma e outras agências internacionais.

Conferência

O Pnuma acredita que nove em cada 10 desastres naturais são causados por condições climáticas."

O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, disse que uma das formas de combater a desertificação é eliminar o aquecimento global.

Steiner pediu o apoio de todos os países para aprovar a segunda fase de cumprimentos do Protocolo de Kyoto, numa reunião da ONU em dezembro.

A Conferência sobre Mudança Climática da ONU será realizada em Copenhague, capital da Dinamarca.

A primeira fase de cumprimentos do Protocolo de Kyoto está marcada para expirar em 2012.

*Apresentação: Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.

Plateia do Cidades e Solucoes especial fala da importancia do programa

Uma das atrações do Cidades e Soluções especial, gravado no Parque do Ibirapuera e que vai ao ar na Globo News no dia 21 deste mês, foi a presença da plateia, com 30 pessoas. Veja o que algumas delas falaram sobre o programa.

Marília Rabassa (estudante do curso de Administração de Empresas da FGV-SP)

“Acho que o programa insere nos meios de comunicação assuntos contemporâneos, que não são tão abordados. O programa também tem um importante papel na conscientização das pessoas sobre a importância da preservação do meio ambiente”.

Vítor Leal (estudante de pós-graduação em Gestão de Sustentabilidade na FGV-SP)

“Gosto muito do programa. É um dos poucos da televisão brasileira que trata da sustentabilidade de uma maneira compreensível sem ser simplista”.



Merci Rodrigues (professora e membro da Pastoral do Meio Ambiente da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Itaquera - SP)

“O programa tem uma importância relevante. Aponta os problemas e mostra as soluções. Me encantei com o programa da madeira certificada, que é uma forma de combater o desmatamento ilegal. Esse é um grande problema na nossa região. O programa deveria passar na TV aberta”.



Odir Cândido Silva (professor)

“O programa serviu para que eu me conscientizasse sobre a importância de economizar o uso da água. Eu lavava o subsolo seis vezes por mês, passei a lavar apenas uma vez”.







Sistema online vai monitorar áreas marítimas protegidas

Ferramenta foi lançada, nesta segunda-feira, pelo Pnuma e outras agências internacionais para divulgar mais informação sobre biodiversidade em áreas costeiras.

 

Monitoramento online

Monitoramento online

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

 

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, anunciou o lançamento de um sistema online para monitorar áreas de proteção marinha. 

A ferramenta, criada pelo Pnuma e pela União de Conservação da Natureza além de outras agências deverá divulgar mais informação sobre a biodiversidade em áreas costeiras e seu status de proteção.

 

Desequilíbrio

Batizada de Wdpa-Marine, o sistema, divulgado nesta segunda-feira, servirá como banco de dados para a área marinha reservada do site Google Ocean.

O subsecretário-geral da ONU para o Meio Ambiente, Achim Steiner, disse que apenas 12% da zona terrestre são demarcados como área protegida.

Steiner informou que menos de 1% do meio ambiente marinho obtém este status.

De acordo com o subsecretário-geral, o programa deverá ajudar governos de todo o mundo a reparar este desequilíbrio e a se prepararem melhor para proteger os mares durante a próxima década.

O sistema é financiado por parceiros públicos e privados.

 

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Dia Mundial dos Oceanos

Alerta integra mensagem sobre o primeiro Dia Mundial dos Oceanos, comemorado neste 8 de junho; segundo ONU, 90% de mercadorias e bens mundiais são transportados por navios.

Dia Mundial dos Oceanos

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*


As Nações Unidas afirmaram que a pirataria e os roubos armados contra navios estão ameaçando a vida de navegantes e a segurança do transporte marítimo internacional.

O alerta foi feito numa mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta segunda-feira, para marcar o primeiro Dia Mundial dos Oceanos.

ECO-92

Segundo Ban, 90% dos bens e mercadorias do mundo são transportados por navios. Ele citou ainda o contrabando de drogas e o tráfico de seres humanos como outras formas de crimes que afetam não só vidas, mas também a paz e a segurança dos oceanos.

O oceanógrafo, Rui Ponte, falou à Rádio ONU, de Massachussets sobre as consequências do lixo marinho para toda a cadeia alimentar.

"Nós não temos a consciência de pequenos atos quando ocorrem em larga escala por bilhões de pessoas podem ter graves consequências. Uma pessoa que atira um saco plástico ao mar ou uma garrafa tem que ter a consciência de que não é só um, mas bilhões que serão engolidos por peixes, tartarugas que depois morrem e isso gera consequências na cadeia alimentar", disse.

Sobrevivência

É a primeira vez que a ONU marca o Dia Mundial dos Oceanos após a aprovação, em 2008, da Resolução (63/111) da Assembleia Geral sobre o tema.

Desde a realização da Conferência sobre Meio Ambiente, ECO-92, no Rio de Janeiro, muitos países decidiram comemorar a data individualmente.

De acordo com especialistas, os oceanos são fundamentais para a segurança alimentar, a saúde e a sobrevivência de todas as formas de vida.

Poluição Marinha

O oceanógrafo Rui Ponte também comentou os efeitos da poluição marinha para os países de língua portuguesa.

"As consequências já se fazem sentir nas frotas pesqueiras que têm diminuído. No problema do desemprego na área da pesca. No problema da falta de peixe. Em quase todos os países de língua portuguesa, a pesca e o mar têm uma grande dimensão. Lembro-me da história do bacalhau. É uma parte essencial da cultura portuguesa. A pesca do bacalhau na Terra Nova já morreu, e se calhar, vai morrer em outros sítios e com isso é toda uma cultura que desaparece", afirmou.

Prejuízo

O tema deste primeiro dia é "Nossos Oceanos, Nossa Responsabilidade" e tem como objetivo chamar a atenção de cada um para a preservação destas vastas áreas.

Ban Ki-moon afirmou que atividades humanas estão causando um prejuízo terrível para todos os oceanos e mares.

Ele lembrou que arrecifes de corais, ecossistemas marinhos e cardumes estão sendo afetados pela pesca irregular, poluição e aquecimento global.

Empire State

Em Nova York, o Dia Mundial dos Oceanos está sendo marcado com uma série de atividades na sede da ONU que vão de palestras a exibições.

O famoso cartão-postal da ilha de Manhattan, o Empire State, também terá uma iluminação especial para comemorar a data.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

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